Maria Carolina Quartim Barbosa Elias-Sabbaga

Laboratório Especial de Ciclo Celular - LECC

Possui graduação em Ciências biológicas pela Universidade de São Paulo, mestrado em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo e doutorado e pós doutorado em Microbiologia e Imunologia pela Universidade Federal de São Paulo. Em 2009 fez um sabático em Cold Spring Harbor Laboratory. Atualmente é pesquisador científico VI do Instituto Butantan e livre-docente pela UNIFESP, atuando principalmente nas bases moleculares e celulares da manutenção do DNA nuclear de tripanosomas. É Diretora do Laboratório Especial de Ciclo Celular, do Instituto Butantan, Coordenadora da área de Transferência de Tecnologia do Projeto CEPID - FAPESP e tesoureira da Sociedade Brasileira de Protozoologia.

Que tipo de pesquisa o meu grupo realiza?

Nosso corpo é composto por inúmeras células e por esse motivo somos organismos multicelulares. Essas células podem ser definidas como as unidades estruturais e funcionais de todos os seres vivos. Essas estruturas são vivas, carregam a informação genética de um determinado organismo e são capazes de transmitir essa informação no momento da divisão celular.

 

O Trypanosoma cruzi; agente causador da doença de Chagas, é um organismo unicelular, ou seja, ele é um microorganismo composto de apenas uma célula. Há cada 20 horas um T. cruzi se divide em dois, formando uma população de parasitas. Esse processo de divisão de células, onde uma célula original se transforma em duas é bastante complexo.

 

Para que esse processo seja bem sucedido, primeiramente o DNA precisa se duplicar. Assim que ocorrer a duplicação o T.cruzi pode passar a mesma quantidade de DNA que ele tinha para cada parasita novo originado.

 

A duplicação do DNA é um processo muito controlado, pois essa duplicação deve ser muito precisa, isto é, não pode duplicar de mais (uma mesma região de DNA duplicada mais de uma vez), nem de menos (uma região do DNA ficar sem duplicar). Este processo de duplicação deve também ser muito cuidadoso para não gerar mutação no DNA. Por que nosso grupo estuda o processo de duplicação do DNA do T. cruzi?

 

  1. é um processo fundamental para proliferação deste parasita e, portanto, conhecendo este processo nós podemos identificar moléculas que possam ser alvos de drogas para combater a Doença de Chagas.

  2. Alguns dados presentes na literatura nos fazem pensar que o processo de duplicação de DNA em T. cruzi permite que regiões sejam duplicadas de mais ou de menos. Se um T. cruzi recebe quantidade diferente de DNA, as proteínas que ele expressa serão em quantidades diferentes e isto pode alterar (para melhor ou para pior) sua capacidade de infecção e sua capacidade de resistir ao tratamento com drogas (é o que chamamos processo de resistência a drogas).

 

Portanto, estudamos a duplicação do DNA em T.cruzi para entender algumas estratégias que estes parasitas usam para nos infectar. Com esse conhecimento podemos (nós e outros grupos de pesquisa) pensar em maneiras de combater a doença causada por este organismo.

Equipe

Marcelo Santos da Silva

Christiane Araújo

Raphael Souza Pavani

Andre Arruda Lima

Nossa galeria de fotos ;)

Siga nossas redes Socias

© 2018 by ParasitasConectados

  • Facebook - Círculo Branco
  • Instagram - White Circle
  • Twitter - Círculo Branco