Mulheres na ciência


No dia 8 de março relembramos e homenageamos as mulheres que lutaram e ainda lutam pela igualdade de direitos políticos, econômicos e laborais entre gêneros. Na história da ciência acadêmica temos alguns fortes ícones a serem lembrados, como Marie Skłodowska (injustamente lembrada como Marie Curie, devido ao sobrenome do seu esposo que se tornou a primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel e a primeira pessoa a ganhar dois prêmios Nobel em áreas diferentes. Também lembramos a Rosalind Franklin, química britânica que contribuiu para o entendimento das estruturas moleculares do DNA, RNA, vírus, carvão mineral e grafite e que, apesar das suas grandes contribuições, não teve reconhecimento em vida sobre seu trabalho.

Apesar de reconhecidos esses fatos por um amplo setor da comunidade acadêmica no Brasil, ainda hoje as cientistas brasileiras têm menos inserção nas organizações públicas e privadas ativas na atividade científica, recebem salários menores e estão menos representadas em posições hierárquicas do que os homens, segundo levantamento do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Esta situação é ainda mais grave se considerarmos o fato de que a maioria dos brasileiros que concluíram doutorado no exterior entre 2012 e 2016 é mulher. Pode ser constatado que este viés discriminatório se extende fronteiras afora: o trabalho de mulheres cientistas tende a ser menos citado que o dos homens, o que sustenta a falsa ideia das mulheres terem produção científica menos relevante.


O estudo “Gender in the Global Research Landscape”, desenvolvido e publicado pela maior editora de revistas científicas do mundo, a Elsevier, fez um levantamento de dados sobre a questão de gênero nas ciências nos últimos 20 anos (1996 a 2015). Foram comparadas 27 diferentes áreas de conhecimento e 12 países/regiões geográficas, usando critérios como número de artigos em publicações científicas e citações. Dos artigos publicados no período analisado, em média 40% dos autores eram do gênero feminino. No caso brasileiro, o número alcançou a casa dos 49%, praticamente atingindo a paridade de gênero. Em termos brutos, só entre 2011 e 2015, isso equivale a 153.967 artigos contabilizados no Brasil. O Brasil surpreendeu ainda quanto a taxa das invenções elaboradas por cientistas brasileiras. Apesar de apresentar um índice bem longe da paridade , entre 1996 e 2015, a taxa de participação de mulheres nas invenções subiu de 11% para 17%. Este dado supera o resultado de países da União Europeia como um todo, que chegaram ao marco de 12% de inventoras.

Dentro do “Parasitas conectados” temos duas pesquisadoras principais (Diretoras de grupos de pesquisa) que são destaque no meio acadêmico: a Dra. Maria Carolina Elias, atualmente é Diretora do Laboratório Especial de Ciclo Celular, do Instituto Butantan, que chegou recentemente à marca de 50 artigos publicados em revistas de ótimo impacto acadêmico, e a Dra. Julia Cunha, que devido ao destaque que vem ganhando na sua área de pesquisa obteve apoios financeiros altamente competitivos, como um Projeto Jovem Pesquisador em Centros Emergentes (financiado pela FAPESP) e um Projeto, financiado pela Fundação Serrapilheira. Ambas entidades tem como foco reconhecer e financiar pesquisas inovadoras.

Nós, do Parasitas Conectados, aproveitamos este dia para reforçar nosso compromisso com a igualdade de oportunidades entre gêneros não só nas ciências mas também na sociedade.


Aproveitamos esta data para homenagear e enaltecer as cientistas do "Parasitas Conectados".



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